Voltado para o público jovem, Canal Reload vai “remixar” conteúdos de 10 organizações jornalísticas

Como os jovens consomem notícias? A partir deste questionamento, 10 organizações jornalísticas nativas digitais e independentes uniram forças para criar o Canal Reload, que tem o objetivo de descomplicar as notícias e democratizar e ampliar o alcance da informação. Voltado para o público jovem, o Reload vai “remixar” conteúdos de ((o))eco, Agência Lupa, Agência Pública, Amazônia Real, Congresso em Foco, Énois, Marco Zero Conteúdo, Ponte Jornalismo, Projeto #Colabora e Repórter Brasil. Lançado nesta terça-feira (1º), o canal está no Instagram, no Twitter, no Facebook e também no Youtube.

Esta é a primeira vez que 10 organizações de jornalismo se juntam em uma redação compartilhada para produzir conteúdo em vídeo a partir de suas reportagens. A grade de programação é decidida colaborativamente, e o conteúdo final é construído junto com jovens comunicadores de diversas regiões, origens e trajetórias.

“É uma grande honra para a Lupa integrar esse time. Nosso objetivo sempre foi levar informação de qualidade ao maior número de pessoas possível, para que elas possam tomar melhores decisões para si e para a sociedade. Fazer isso ao lado desses parceiros é uma grande oportunidade de falar com um público em formação e que pode ajudar a transformar a relação dos brasileiros com as notícias”, afirma Natália Leal, diretora de Conteúdo da Lupa.

Para a construção do canal, foram feitas ao longo de três meses pesquisas para entender como os jovens consomem notícias e conteúdo nas redes sociais. A Énois ouviu jovens com idades entre 18 e 28 anos para a pesquisa, que revelou que 75% consomem notícias na internet diariamente. As redes sociais são a principal fonte de informação para 91% deles. Para 70%, o Instagram é a principal rede usada para se informar. 

As pesquisas levaram a equipe a pensar no formato e na linguagem do Reload, que vai apresentar informação de maneiras inovadoras: histórias em quadrinhos, poesia slam e lyric videos, que são vídeos musicais onde a letra é exibida em sincronia com a música.

“Todas as organizações que fundaram o Reload já têm a inovação no seu DNA e um significativo público jovem. Sabemos que eles querem estar bem informados para participarem do debate público e decidimos oferecer um jornalismo de qualidade, pensado para esse público”, diz Natalia Viana, coordenadora geral do Reload.

O conteúdo será publicado, prioritariamente, no Instagram e no Youtube, mas também será distribuído no Twitter, no Facebook e no Whatsapp. O canal conta com um time apresentadores formado por 12 jovens influenciadores de diferentes origens e partes do Brasil. Cada um a seu modo, eles vão apresentar o conteúdo escolhido entre as reportagens produzidas pelas organizações do consórcio.

“Um dos pontos que apareceu em nossas pesquisas foi que, para os jovens, credibilidade parte muito de uma conexão e proximidade entre quem passa e quem recebe a informação. Por isso, buscamos não somente aproximar a linguagem mas também trazer jovens comunicadores para o projeto. São 12 influenciadores entre 19 e 27 anos que vão trabalhar junto com os jornalistas na construção e apresentação dos vídeos e apresentação”, explica Hugo Cuccurullo, diretor do Reload.

Sobre o Reload – O Reload é um canal de notícias para jovens que produz conteúdo a partir das reportagens e checagens de 10 organizações jornalísticas: Agência Lupa, Agência Pública, Amazônia Real, Congresso em Foco, Énois, Marco Zero Conteúdo, O Eco, Ponte Jornalismo, Projeto #Colabora e Repórter Brasil. Juntas, essas organizações acumulam mais de 100 prêmios de jornalismo nacionais e internacionais. O Reload tem o objetivo de descomplicar as notícias e democratizar a informação com conteúdos inovadores distribuídos pelas redes sociais. @canalreload – reload.news

Conheça as organizações fundadoras do Reload:

((o))eco

Criado em 2004, ((o))eco é um site dedicado ao jornalismo ambiental, em especial temas de conservação ambiental como áreas protegidas, biodiversidade e desmatamento. Nós nos declaramos a voz dos bichos e das plantas e das pessoas que querem protegê-los. Temos como uma das nossas missões informar e fomentar público para o debate ambiental brasileiro.

Agência Lupa

A Lupa é a primeira agência de notícias do Brasil a se especializar na técnica jornalística mundialmente conhecida como fact-checking. Desde novembro de 2015, sua equipe acompanha o noticiário diário para corrigir informações imprecisas e divulgar dados corretos. O resultado desse trabalho é vendido a outros veículos de comunicação e também publicado no próprio site da agência. Em 2 de abril de 2017, a Lupa lançou o programa LupaEducação – uma iniciativa inovadora que tem por objetivo capacitar cidadãos em técnicas de checagem, e isso fez com que a agência se transformasse na primeira do Brasil a oferecer treinamentos em verificação. A Lupa integra a International Fact-Checking Network (IFCN), rede mundial de checadores reunidos em torno do Poynter Institute, nos Estados Unidos, e segue à risca o código de conduta e princípios éticos do grupo.

Agência Pública

A Agência Pública foi fundada em 2011 por jornalistas mulheres e tem como missão produzir reportagens de fôlego pautadas pelo interesse público, sobre as grandes questões do país do ponto de vista da população – visando o fortalecimento do direito à informação, à qualificação do debate democrático e a promoção dos direitos humanos. Em 2019, nossas reportagens foram reproduzidas por mais de 1000 veículos, sob a licença creative commons. A Pública também atua para promover o jornalismo investigativo independente através de programas de mentoria para jovens jornalistas, bolsas de reportagem e com a Casa Pública, o primeiro Centro Cultural voltado ao jornalismo no Brasil, no Rio de Janeiro. A Agência Pública ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais, como o Prêmio Vladimir Herzog, Prêmio República e Prêmio Gabriel García Marquez. Foi o primeiro veículo brasileiro indicado ao Prêmio Liberdade de Imprensa, da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Amazônia Real

A agência de jornalismo independente e investigativo Amazônia Real é uma mídia digital sem fins lucrativos, criada e dirigida por mulheres e sediada em Manaus, no Amazonas (AM), na região Norte do Brasil. Fundada em 2013, sua missão é dar voz às populações da Amazônia. Reconhecida internacionalmente, a agência produz um jornalismo ético que defende a democratização da informação, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e os direitos humanos. Tem uma equipe de mais de 40 colaboradores que buscam grandes histórias da Amazônia e de suas populações, em especial aquelas em situação de mais vulnerabilidade social e ambiental e que têm pouco espaço e visibilidade na chamada grande imprensa. A agência defende os valores da equidade, igualdade, diversidade e combate à violência contra mulheres.

Congresso em Foco

Veículo jornalístico online, atualizado diariamente, especializado na cobertura do Congresso Nacional e da política. No ar desde fevereiro de 2004, o Congresso em Foco também atua nas áreas de organização de eventos e produção de pesquisas e análises. Embora tenhamos nascido como meio digital, e crescido prioritariamente assim, também atuamos na área do impresso. Publicamos um livro (esgotado) sobre o perfil da legislatura 2007/2011 e criamos uma revista impressa que se encontra na 31a edição.

Énois

A Énois é um laboratório que trabalha para impulsionar diversidade e representatividade no jornalismo. Foi fundada em 2009 e em 2014, criou a primeira escola online de jornalismo no Brasil voltada ao público jovem. Em cursos presenciais, mais de 500 jovens das periferias se formaram em jornalismo e mais de 4 mil passaram pela escola online. Ao longo do tempo, esses jovens, por meio da Énois, produziram conteúdos de abrangência nacional. Foram mais de 80 reportagens publicadas em veículos como UOL Tab, The Intercept, The Guardian, Nexo, BBC e outros.

Marco Zero Conteúdo

A Marco Zero Conteúdo é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem por objetivo qualificar o debate público promovendo o jornalismo investigativo e independente. Desde junho de 2015, quando nosso site entrou no ar, a Marco Zero já publicou mais de 900 conteúdos jornalísticos comprometidos com a linha editorial focada na defesa dos direitos humanos, na democracia, nas questões de gênero e identitárias além dos temas relacionados ao direito à cidade e à ocupação econômica, social e cultural do território.

Ponte Jornalismo

A Ponte Jornalismo é um veículo de comunicação independente, fundado em março de 2014 e organizado como uma associação privada sem fins lucrativos. Nossa missão é defender os direitos humanos por meio de um jornalismo independente, profissional e com credibilidade, promovendo a aproximação entre diferentes atores das áreas de segurança pública e justiça, com o objetivo de colaborar na consolidação da democracia brasileira. Nos seus primeiros cinco anos de existência, firmou-se como um dos principais veículos nativos digitais de jornalismo do Brasil e o único focado em segurança pública e direitos humanos.

Projeto #Colabora

O #Colabora é um projeto de jornalismo independente com foco em sustentabilidade, no seu sentido amplo, tendo como base os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Acreditamos que o planeta só será sustentável se conseguir resolver, além dos problemas ambientais, suas mazelas sociais. O projeto existe há 4 anos e, apesar de estar sediado no Rio, procura fazer uma cobertura nacional. Temos uma newsletter diária que funciona como uma espécie de curadoria de temas e coberturas ligadas à sustentabilidade. Também estamos no YouTube, no Twitter, no Facebook, no Instagram e no Linkedin.

Repórter Brasil

A Repórter Brasil é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 2001, que denuncia violações de direitos humanos, trabalhistas e socioambientais no país. A agência de jornalismo investigativo da Repórter Brasil é especializada na cobertura sobre trabalho escravo e na investigação das cadeias produtivas de setores do agronegócio brasileiro e seu impacto socioambiental. Também investigamos grandes empresas e as consequências negativas do crescente uso dos agrotóxicos nas plantações brasileiras, entre outros. Nossas reportagens, especiais multimídias e documentários ganharam mais de 20 prêmios nos últimos anos, entre eles o Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo. Fazemos investigações internacionais em parceria com o jornal britânico The Guardian e nosso conteúdo é também publicado em veículos como UOL, Folha de S.Paulo e El País Brasil.

Fonte: Lupa (https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2020/09/01/reload-canal-videos-lupa/?fbclid=IwAR3dvapLRgtc8RyHjhejsD2LTJg8U9quM7NRvXuWBt48U3_UEEhkf_V21oY)    Editado por: Natália Leal

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